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InterCorte abre espaço para startups e sedia premiação em inovação. #💋tivinaLiLi

InterCorte abre espaço para startups e sedia premiação em inovação

 

Pela primeira vez, a InterCorte, principal evento da cadeia produtiva da carne, realizado de 21 a 23 de novembro, em São Paulo, abriu espaço para a apresentação de startups e discussões sobre inovação. O InterTech Agro recebeu nos três dias do evento uma programação de conteúdo específico desenvolvida para apresentar tecnologias que facilitam a gestão das propriedades e geram mais eficiência à produção animal.

Para o CEO do ONOVOLAB, Anderson Criativo, que foi um dos organizadores do espaço em conjunto com o Terraviva Eventos, a presença de startups já é observada há alguns anos no mercado, porém ainda em uma fase inicial. “Podemos prever que o impacto que vão causar na economia brasileira vai ser muito significativo em todos os setores. Quando conseguimos integrar, trazendo as startups para um evento de um setor tradicional como a pecuária, certamente se trata de um fator acelerador desse crescimento”, destaca.

Durante os três dias de programação um júri formado por representantes do setor assistiu apresentações de startups e votaram nas três melhores, que foram premiadas no encerramento do painel, na sexta-feira, no Prêmio Terraviva Startups.

“Esse espaço foi muito importante para dar visibilidade às empresas de tecnologia que estão fora dos grandes centros. Com a premiação elas ganham uma espécie de selo de qualidade e de confiança do setor”, afirma Criativo.

A startup Olho do Dono, que oferece um serviço de monitoramento do peso de gados em fazendas, foi a vencedora do prêmio no valor de R$ 30 mil em mídia. “Foi uma experiência incrível. Só de apresentar nosso trabalho para as empresas que estiveram aqui já teve um valor altíssimo. Tivemos a possibilidade de conhecer mais pessoas e de apresentar nosso trabalho para eles”, declara o CEO da empresa, Pedro Henrique Mannato Coutinho.

Caminhos Boi 7.7.7.
A técnica desenvolvida há sete anos pelos pesquisadores do Polo Regional de Colina da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Gustavo Siqueira e Flávio Dutra foi destaque no painel “Caminhos do Boi 7.7.7.”, realizado na manhã da sexta-feira.

O painel apresentou um panorama geral do conceito, que permite reduzir a idade de abate dos animais e aumentar o peso de carcaça. O sistema tem como meta que o animal alcance sete arrobas na desmama, sete na recria e outras sete na engorda, totalizando 21 arrobas no momento do abate, daí deriva o nome “Boi 7.7.7”.  Este resultado é obtido em dois anos, no máximo. No sistema tradicional de produção são necessários, no mínimo, três anos para o animal atingir 18 arrobas.

“O mais importante não é gerar o resultado em si, mas, sim, fazer com que as pesquisas cheguem ao campo e que os produtores consigam aplicá-las e conquistem os resultados em suas propriedades”, destaca o pesquisador Gustavo Siqueira, que abriu o painel com a palestra “Consolidando as 7@ na cria e recria”.

O painel destacou a importância de se suplementar de maneira eficiente o gado para que os resultados em carcaça se reflitam em ganhos financeiros ao produtor. “Precisamos produzir um animal jovem e eficiente. Não é possível termos um boi bom se não começamos a cuidar desse animal desde a barriga da vaca”, ressaltou o pesquisador Flávio Dutra.

Os participantes ainda puderam ouvir o ponto de vista da indústria quanto o boi originado pela técnica da Apta, em uma palestra que respondeu o por quê o boi 7.7.7. é bom para a indústria, apresentada pelo representante da Minerva Foods, Luciano Andrade. “O mercado é definido pela lei de oferta e procura e o que é bom para a maioria terá maior demanda. Precisamos padronizar a commodity carne de acordo com os padrões aplicados no resto do mundo”, afirmou Luciano.

Desafios de se comunicar com a sociedade
No último dia da InterCorte, o painel “Caminhos da Comunicação – A comunicação além da porteira”, aberto pelo jornalista Ricardo Boechat, reuniu profissionais ligados aos setores de trigo, cacau e algodão para uma troca de informações sobre boas práticas e projetos destes segmentos do agronegócio, que podem servir de inspiração para a pecuária se comunicar melhor com a sociedade.

Boechat compartilhou a sua percepção sobre o agronegócio, como profissional da grande mídia. Para ele, a imagem do agro não é tão negativa como o setor imagina, mas que o ponto crítico é quando há interação com a área ambiental. “Acredito que o setor tem instrumentos para melhorar esse campo de desgaste e tem um enorme terreno para avançar em ações que melhorem sua imagem, a partir da melhoria das ações efetivas na área ambiental. As empresas mais avançadas e os produtores mais conscientes já estão há muito tempo praticando políticas ambientais adequadas, compatíveis com as necessidades do planeta e do país”, detalhou.

A nutricionista e consultora da Abitrigo (Associação Brasileira das Indústrias do Trigo), Vanderli Marchiori, falou sobre ações que vêm sendo desenvolvidas pela entidade e como a comunicação pode ajudar a dissolver mitos, a importância de se identificar o público alvo e entender como ele pode ser atingido. “A partir disso, precisamos comunicar com responsabilidade, sempre de forma verdadeira e da maneira mais clara possível, com dados embasados em fatos provados cientificamente”, afirmou.

Pela AIPC (Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau), o diretor-executivo Eduardo Brito Bastos mostrou como a cadeia produtiva do cacau é dispersa e não comunica. “Lançamos o desafio de voltar a crescer, mas de maneira sustentável. O nosso objetivo é dobrar a produção nacional de cacau em 10 anos e, para isso, as ações começaram com a reativação da Câmara Setorial do Cacau e por meio de projeto CocoaAction Brasil, em parceria com as secretarias da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Desenvolvimento Econômico (SDE)”.

Manami Kawaguchi Torres, gestora da campanha Sou de Algodão, compartilhou com os presentes os objetivos da criação da ação, que visa fortalecer e unir os principais agentes da cadeia produtiva em torno de um bem comum. “Temos que promover a sustentabilidade e o consumo consciente na moda, transformando uma commodity em um produto com alto valor agregado. Para isso as nossas ações são centradas em três pilares: as redes sociais e os influenciadores, workshops, o clube ‘sou do algodão’ e as faculdades de moda, onde estão os profissionais que influenciarão a moda brasileira no futuro”, detalhou.

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