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Colunistas da Fé

Coluna Padre Eduardo Zanom – O que fazer quando chega o sofrimento?

Para muito, pensar em uma enfermidade séria, na penúria, em conflitos familiares, uma grande complicação econômica, é experimentar medo, pavor, tristeza profunda. E quando se fala da violência das grandes cidades?! Encontramos ainda mais desespero e pavor. Certamente, por esses motivos encontramos inúmeros irmãos diagnosticados com transtorno de ansiedade e/ou pânico por preocupações acerca de seu presente e do futuro.

Porém, quando lemos a biografia de tantos homens e mulheres de nossos tempos que foram capazes de vivenciar santamente e com maturidade o sofrimento, nos deparamos com uma realidade intrigante: sofrer é necessário e faz parte da vida humana, como meio de santificação. Mas, o que temos feito quando ele bate à nossa porta?

O SOFRIMENTO COMO COMPANHEIRO DE ESTRADA

A primeira leitura desta terça-feira (26) fala: “tudo o que te acontecer, aceita-o, e sê constante na dor; e nas contrariedades de tua pobre condição, sê paciente” (Eclo 2, 4).  Quão desafiador é para geração de hoje – muitas vezes chamada de “Nutella” – enfrentar as dificuldades, ou ainda encontrar no sofrimento um companheiro de estrada. Temos medo, até pavor, e acabamos fugindo de tudo o que nos desafia. Contudo, a vida humana desde seu início nos ensina que é preciso sofrer para alcançarmos uma nova vida.

Basta pensarmos em uma mulher que dá à luz por via natural. Não dá pra prever o horário que o bebê irá nascer, o tempo que o parto irá durar, a intensidade das dores, se tudo irá transcorrer com tranquilidade, etc. O que é necessário é esperar com paciência, amor e confiança.

Santa Terezinha do Menino Jesus encontrava no sofrimento uma forma de amar Jesus, unido-se a Ele. Dizia: “Não me assustam os verdadeiros combates, nem os sofrimentos da doença, por maiores que sejam. Nunca Deus me faltou com o seu socorro, ajudando-me e guiando-me pela mão desde a minha tenra infância… com Ele conto. Poderá o sofrimento atingir as barreiras da capacidade humana, mas tenho a certeza de que o Senhor nunca me há de largar da sua mão”.

Para ajudar nesse itinerário vamos elencar algumas atitudes que são necessárias para viver bem o sofrimento, e usá-lo para o amor:

  • Aceitar pacientemente

O primeiro e mais difícil exercício é a aceitação. Sobretudo, diante da ansiedade e necessidade de prazer natural, termos que permanecer resignados diante da dor é uma atitude heróica. Já a agitação e o desespero, ao invés de ajudar, atrapalha. Podemos ressaltar um dos mais fortes ensinamentos de santa Teresa de Ávila: “Nada te perturbe, Nada te espante, Tudo passa, Deus não muda, A paciência tudo alcança; Quem a Deus tem, Nada lhe falta: Só Deus basta.” A certeza de que Deus está conosco deve ser  o alimenta da nossa esperança.

  • Viver unido a Deus em oração

Na hora do sofrimento a mente muitas vezes não consegue refletir. Tem dificuldade de rezar, principalmente porque a grande tentação é ficar “martelando” meios de evitar esse sofrimento. Mas, uma vez que me recolho e espero pacientemente, passo a dizer pro próprio Deus minhas aflições, e vou experimentando sua presença, ainda que silenciosa. Unindo-me mais estreitamente a ele pela oração colho inúmeros frutos espirituais.

  • Meditar na Paixão do Senhor

A maioria dos santos aconselharam a meditação do mistério da Cruz como meio de fortalecer o coração nos momentos de sofrimento. Contemplar o sofrimento redentor de Jesus e unir-se a Ele é semear a ressurreição que sempre é certa!

  • Recorrer aos santos e a Nossa Senhora

A intercessão dos santos, e sobretudo da Virgem Maria – através do santo Rosário – são meios eficazes de consolo e fortaleza. A leitura das biografias dos santos que também passaram por inúmeras cruzes costumam ser um forte aliado nos momentos difíceis.

  • Vida Sacramental

A Igreja dispõe para os fiéis os sacramentos como auxílio em vista da caminhada rumo ao céu. Durante as dificuldades buscar a confissão, a eucaristia, e em casos de enfermidade, a unção dos enfermos, são fontes de salvação e graça de Deus.

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